Calor extremo no trabalho a céu aberto: como usar o Monitor IBUTG para prevenir riscos

Profissional de segurança do trabalho em atividade externa para prevenção de riscos

Calor extremo no trabalho a céu aberto não é apenas desconforto. Ele pode reduzir a atenção, aumentar a fadiga e exigir mudanças na organização da atividade. Para quem atua em SST, a prevenção precisa unir avaliação técnica, pausas, hidratação, aclimatização e planejamento da jornada.

Por que esse tema merece atenção agora?

A Fundacentro mantém pesquisas e orientações sobre os impactos das mudanças climáticas no trabalho. Em atividades externas, a exposição depende do clima, da intensidade da tarefa, das roupas e do tempo de permanência. O Monitor IBUTG permite estimar a exposição ocupacional ao calor e apoiar decisões preventivas.

O que é o IBUTG?

O Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo, IBUTG, é usado para avaliar a sobrecarga térmica. Ele não deve ser confundido com a temperatura exibida no celular. A análise considera as condições ambientais e a carga de trabalho. Por isso, é uma referência mais útil para organizar controles.

Como usar o Monitor IBUTG na rotina de SST

  1. Defina a localidade e as atividades externas que serão avaliadas.
  2. Observe a estimativa para o horário real de trabalho, não apenas para o dia inteiro.
  3. Compare o resultado com a atividade executada e a vestimenta utilizada.
  4. Planeje pausas, água, sombra e revezamento antes do pico de exposição.
  5. Registre a decisão no planejamento operacional e revise as medidas em campo.

Medidas que reduzem o risco

Água disponível não resolve tudo. A empresa precisa ajustar a tarefa, programar pausas, garantir áreas de descanso, orientar a equipe para reconhecer sintomas e considerar a aclimatização de novos trabalhadores ou de pessoas que retornam após afastamento. Em tarefas críticas, a supervisão também precisa observar sinais de confusão, tontura, fadiga fora do esperado ou dificuldade para manter o ritmo.

Checklist para a próxima frente de trabalho

  • Há previsão de calor relevante no período da atividade?
  • A atividade mais pesada pode ser deslocada de horário?
  • Existe sombra e água acessíveis sem perda de tempo excessiva?
  • As pausas são planejadas e realmente acontecem?
  • A equipe sabe a quem comunicar sintomas ou condições inseguras?

Perguntas frequentes

Temperatura do ar é suficiente para avaliar o risco?

Não. A exposição ocupacional ao calor envolve outros fatores, como radiação, umidade, esforço físico e vestimenta.

O Monitor IBUTG substitui a avaliação de campo?

Ele auxilia o planejamento e a estimativa em atividades externas. A gestão deve considerar a realidade da tarefa e os critérios técnicos aplicáveis.

Quem deve participar da prevenção?

SST, operação, liderança, RH e saúde ocupacional precisam atuar juntos, porque a exposição é influenciada pela organização do trabalho.

Fontes para aprofundar


Ewerton Possato Venancio

Ewerton Possato Venancio

Profissional de Segurança do Trabalho com mais de 15 anos de atuação prática em campo.

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